POESIA AO AMANHECER – 419 – por Manuel Simões

A Viagem dos Argonautas

poesiaamanhecer

JOÃO DIONÍSIO

   ( 1947 )

            ASSIM A CIDADE, ASSIM DE ROSTO FRÁGIL

            Assim a cidade, assim de rosto frágil.

 

            As crianças aí nos frutos deliciosos

            os lábios até ao alto de uma flor.

 

            Sobre. Sobre o mar, fio de emigração,

            na rota e no rosto fora do movimento dos lábios.

 

            E eu agora no rosto fresco e picante,

            os olhos azuis nos luzidios riscos de aves na cidade.

 

            Até ao alto de uma flor,

            ao alto de uma rosa de ouro, na voz.

 

            Assim a cidade, assim o seu rosto frágil.

             (de “Poetas Contemporâneos da Ilha da Madeira”)

 Inserido em várias antologias como “Poesia 71”, “O Natal na Voz dos Poetas Madeirenses” (1989), “Poet’Arte 90” (1990), “Poesia da Ilha – Olhares Atlânticos” (1991), “Vers’Arte (1991). Publicou os volumes de poesia:…

View original post 25 more words

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: